MPC/RN publica Boletim do Projeto Rede Conecta com novos produtos de orientação à comunidade

projeto concecta

O Ministério Público de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (MPC/RN) publica, nesta terça-feira (28), o Boletim nº 01/2026 do Projeto Rede Conecta, que marca a incorporação oficial de produtos educativos e de orientação comunitária ao ciclo permanente de monitoramento da rede assistencial de saúde.

O Rede Conecta é um projeto estruturante, de iniciativa do Gabinete da Procuradora Luciana Campos, voltado ao acompanhamento sistemático do funcionamento da rede pública de saúde, com foco na integração entre a Atenção Primária (UBS), as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e os hospitais. A iniciativa adota metodologia modular, cumulativa e baseada em evidências, com o objetivo de transformar dados coletados em campo em medidas concretas de melhoria do serviço público.

Produtos apresentados no Boletim

O boletim apresenta a incorporação de três produtos principais de comunicação pública, desenvolvidos a partir dos achados do primeiro ciclo de monitoramento do Projeto:

  • Cartilha rápida “A porta certa, no tempo certo”
    Material em linguagem acessível, que orienta a população sobre quando procurar a UBS, a UPA ou o hospital, apresenta sinais de alerta e contribui para o preparo do usuário antes do atendimento.
  • Vídeos educativos de curta duração (reels)
    Conteúdos audiovisuais de fácil circulação em redes sociais e canais institucionais, com mensagens simples e repetíveis, como:
    “UBS cuida do contínuo; UPA do urgente; hospital do grave.”
  • Ilustrações didáticas em estilo whiteboard
    Recursos visuais utilizados na cartilha e nos vídeos, voltados a traduzir informações técnicas ao público leigo, sem culpabilização do usuário, em consonância com a abordagem sistêmica do Projeto Rede Conecta.

Fundamentação técnica

A incorporação desses produtos decorre da análise do primeiro ciclo do Projeto, que identificou elevada proporção de atendimentos classificados como baixa prioridade (fichas azul e verde) nas UPAs. O boletim destaca que esse dado não pode ser interpretado de forma simplista como “uso indevido da urgência”, mas como reflexo de fragilidades estruturais persistentes na Atenção Primária, associadas a limitações organizacionais da própria rede assistencial.

O documento também alerta para riscos comunicacionais relevantes, como a confusão entre “baixa prioridade” e “baixa gravidade” e a naturalização da espera prolongada, fatores que podem levar à postergação indevida do cuidado e ao agravamento de quadros clínicos.

Orientação sem culpabilização

Segundo o boletim, a proposta comunicacional do Projeto Rede Conecta é preventiva, não contenciosa e não moralizante, reconhecendo que muitos usuários recorrem às UPAs não por escolha, mas diante da percepção de ausência de alternativa resolutiva imediata na rede básica. Ao mesmo tempo, os materiais reforçam a importância da continuidade do cuidado e da coordenação clínica entre os níveis assistenciais.

Distribuição e atualização contínua

Os produtos serão distribuídos em três frentes:

  • Comunidade usuária, por meio de redes sociais, WhatsApp, recepções e salas de espera;
  • Gestores e equipes de saúde, como material de apoio ao acolhimento e à orientação de fluxos;
  • Ambiente institucional, com publicações periódicas e atualização por ciclos de monitoramento.

O MPC/RN destaca que os conteúdos serão continuamente aprimorados, conforme os ciclos subsequentes do Projeto, reforçando o caráter de aprendizagem institucional e de indução progressiva de melhorias na saúde pública.

Confira abaixo o Boletim n.º 01/2026-PROC-LRC e os banners do projeto:

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